sexta-feira, 1 de abril de 2011

Civilizações Antigas Orientais

As civilizações do Oriente
 
As mais antigas civilizações humanas tiveram origem no oriente, surgem com o sedentarismo humano, com a organização social dos grupos cada vez maiores e mais complexos e também da necessidade de administrar os excedentes da produção agrícola. Algumas civilizações se destacam como: Egípcios, Babilônios, Hebreus, Fenícios e Persas.
Os rios pela sua importância econômica são o centro dessas civilizações antigas, aponto dessas civilizações serem associadas aos respectivos rios: Egito – Rio Nilo; Mesopotâmia – Rio Tigre e Eufrates; Hebreus – Rio Jordão, entre outros.
Nesse ponto da história humana surge o arcabouço da civilização contemporânea, nos inventos simples como a roda, ou sofisticados como a escrita o homem sai da primitividade.
  As principais civilizações:
 são a suméria, a acadiana, a babilônica, a assíria, a egípcia, a hebraica, a fenícia, a hitita, a persa, a chinesa e a hindu. Apesar de estar no Ocidente, os cretenses têm características comuns aos outros povos da Antiguidade oriental.
  POVOS DA MESOPOTÂMIA –Localizada na faixa de terra entre os rios Tigre e Eufrates, atual Iraque, a Mesopotâmia sempre esteve exposta a infiltrações estrangeiras, invasões e diversas dominações. O sul, de solo mais fértil, é habitado pelos sumérios, enquanto o centro e o norte, de solo mais árido, são ocupados por povos nômades, como os acadianos, os babilônicos e os assírios.
  Acadianos –Originam-se de tribos semitas que habitam o norte da Mesopotâmia a partir de 2400 a.C. Sob o reinado de Sargão, conquistam e unificam as cidades-estados sumérias, inaugurando o I Império Mesopotâmico. Formam os Estados de Isin e Larsa. O Império desmorona-se em 2180 a.C., após as invasões dos gutis, povos asiáticos das montanhas da Armênia. O Estado é centralizado e tem no rei seu chefe supremo. De religião politeísta, constroem monumentais palácios ao lado dos templos sumérios. Avançam na arte militar, com tropas de grande mobilidade no deserto e armamentos leves, como o venábulo (lança). Dão forma silábica à escrita cuneiforme e transcrevem obras literárias sumérias.
  Babilônicos –Por volta de 2000 a.C., amoritas do deserto invadem as cidades-estados sumerianas e acadianas e fundam a cidade da Babilônia. Sob o reinado de Hamurabi (? -1750 a.C.), entre 1792 a.C. e 1750 a.C., a Mesopotâmia é mais uma vez unificada e inicia-se o I Império Babilônico, que vai da Suméria até o golfo Pérsico. Em 1513 a.C., os hititas destroem a capital e põem fim ao Império. De 614 a.C. a 539 a.C., sob a liderança do rei Nabucodonosor II (630 a.C.-561 a.C.), ocorre o II Império Babilônico. No final desse período, a Babilônia é incorporada ao Império Persa pelo rei Ciro II (590/580 a.C.-529 a.C.).
  Os babilônicos organizam um Estado centralizado e despótico. Seguem o Código de Hamurabi, o mais antigo código penal da história. O progresso econômico leva ao embelezamento das cidades, com a construção de palácios, templos, da Torre de Babel e dos Jardins Suspensos da Babilônia - considerados uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Transcrevem obras literárias mesopotâmicas para o acadiano e instituem impostos em benefício de construções públicas. Criam a astrologia e a astronomia e aperfeiçoam a matemática com a invenção do círculo de 360 graus e a hora de 60 minutos. São politeístas e divinizam o rei.
  Assírios –Resultam da mestiçagem entre as tribos de semitas da Samaria (região da Palestina) e os povos do norte do rio Tigre. O Império Assírio novo (883 a.C. - 612 a.C.), que se estende da Pérsia (atual Irã) até a cidade egípcia de Tebas, atinge seu apogeu sob o reinado de Sargão II. As principais cidades-estados são Assur e Nínive.
  Formam o primeiro Exército organizado e o mais poderoso até então. Desenvolvem armas de ferro e carros de combate puxados a cavalo. Impõem práticas cruéis aos vencidos, como a mutilação. Os guerreiros e sacerdotes desfrutam grandes privilégios: não pagam tributos e são grandes proprietários de terra. A população, formada por camponeses e artesãos, é sujeita ao serviço forçado na construção de imensos palácios e estradas e ainda paga altos tributos. Os assírios implantam a horticultura e aperfeiçoam o arado. São politeístas e possuem um deus supremo, Assur.
  EGÍPCIOS –No Período Neolítico, tribos nômades indo-européias instalam-se na região do vale do rio Nilo, onde constroem cidades-estados, como Tebas, Memphis e Tânis. Estabelecem um Estado unificado por volta de 3200 a.C. e introduzem uma Monarquia centralizada no faraó, soberano hereditário, absoluto e considerado a encarnação divina. As cidades-estados são transformadas em nomos, divisões administrativas da Monarquia governadas por nomarcas. Até 2700 a.C., o Egito mantém-se relativamente isolado. Por volta de 2000 a.C. dá os primeiros passos para romper esse isolamento. Realiza incursões contra os beduínos do Sinai e conquista suas minas de cobre e pedras preciosas. A invasão dos hicsos, de origem caucasiana, interrompe essa expansão. O Egito expulsa os hicsos em 1600 a.C. e, em seguida, conquista Síria, Palestina, Mesopotâmia, Chipre, Creta e ilhas do mar Egeu. Em 332 a.C. passa a integrar o Império Macedônico e, a partir de 30 a.C., o Império Romano.
  A agricultura e o comércio de produtos naturais são a base da economia. Desenvolvem técnicas de irrigação e construção de barcos. Com a unificação, a propriedade da terra passa dos clãs ao faraó, aos nobres e aos sacerdotes. Os membros dos clãs são transformados em servos, que trabalham nas minas, na construção de palácios, templos e monumentais pirâmides de pedra (túmulos dos faraós). Os egípcios empregam a técnica de mumificação de corpos, fazem o primeiro calendário lunar e destacam-se na astronomia, na engenharia e nas artes. Lançam os fundamentos da geometria e do cálculo e criam a escrita hieroglífica (com ideogramas). Politeístas, cultuam o deus Sol e representam as divindades com formas humanas.
  HEBREUS –Povo nômade de origem semita que recebe posteriormente a denominação de judeu. Em 2000 a.C., sob a liderança do patriarca Abraão, os pastores hebreus migram para a cidade de Canaã, na Palestina. Em 1800 a.C., chefiados por Jacó, apelidado Israel (neto de Abraão), percorrem a Mesopotâmia até chegar ao Egito, em 1700 a.C., onde são escravizados. Entre 1220 a.C. e 1180 a.C., voltam a Canaã em busca de um território guiados pelo patriarca Moisés, no episódio bíblico conhecido como Êxodo. De 1200 a.C. a 1010 a.C., as 12 tribos organizam-se numa confederação político-religiosa para defender seus santuários. A partir de 1010 a.C., o reino unificado expande-se, dominando todas as cidades-estados da Cananéia. Em 926 a.C., divide-se nos reinos de Judá, ao sul (capital em Jerusalém), e de Israel, ao norte, que voltam a se unir em 852 a.C. Em 586 a.C. são incorporados ao Império Babilônico e deportados para a Babilônia: inicia-se a diáspora judaica, a dispersão dos judeus pelo mundo. Em 538 a.C. são incorporados ao Império Persa e, em 63 a.C., ao Império Romano. Os judeus recusam-se a cultuar o imperador romano, Jerusalém é destruída e, no ano 70, inicia-se a segunda diáspora.
  Praticam a agricultura, o pastoreio, o artesanato e o comércio. Têm por base social o trabalho de escravos e servos. As tribos são dirigidas de forma absoluta pelos chefes de família (patriarcas), que acumulam as funções de sacerdote, juiz e chefe militar. Com a unificação destas, a partir de 1010 a.C., elegem juízes para vigiar o cumprimento do culto e da lei. A partir de então unem-se em torno do rei. Produzem uma literatura dispersa, mas importante, contida em parte na Bíblia e no Talmude. Criam a primeira religião monoteísta da história, o judaísmo, baseada nos Dez Mandamentos revelados a Moisés no monte Sinai.
  FENÍCIOS –Povo de origem semita da costa setentrional do mar Vermelho (atual Líbano). Por volta do ano 1000 a.C., cidades-estados instauram a Fenícia como federação, sob a hegemonia de Tiro. Colonizam o sul da península Itálica, parte da Sicília, litoral sul da península Ibérica e norte da África, onde fundam Cartago em 814 a.C. A partir de 800 a.C., a Fenícia faz parte, sucessivamente, do Império Babilônico, do Império Persa e do Império Macedônico. Com a queda de Tiro, em 332 a.C., a hegemonia passa para Cartago, que enfrenta os romanos nas Guerras Púnicas. Cartago é derrotada em 146 a.C.
  A principal atividade econômica é o comércio marítimo. Realizam um grande intercâmbio com as cidades gregas e egípcias e as tribos litorâneas da África e da Península Ibérica, no Mediterrâneo. Possuem uma poderosa classe de comerciantes ricos e utilizam o trabalho escravo. A base da organização política são os clãs familiares, detentores da riqueza e do poder militar. Cada cidade-estado é governada por um rei, indicado pelas famílias mais poderosas. Criam técnicas de navegação e de fabricação de barco, vidro, tecido e artesanato metalúrgico. Criam um alfabeto, posteriormente adotado com modificações pelos gregos e a partir do qual é criado o alfabeto latino. Sua religião é politeísta, com cultos e sacrifícios humanos.
  PERSAS –Os persas, tribos nômades aparentadas dos escitas, do Cáucaso, deslocam-se para o planalto do Irã, mesclando-se aos povos locais (medos). Por volta de 700 a.C., cidades-estados como Pasárgada e Persépolis vivem sob hegemonia meda. Em 539 a.C., os persas derrotam os medos e, sob a liderança de Ciro II, iniciam o Império Persa. Ciro submete as sociedades da Mesopotâmia, consolida a hegemonia na Pérsia, conquista a Babilônia, o reino da Lídia e as colônias gregas da Ásia Menor. A partir de 522 a.C., durante o reinado de Dario, o Grande (558 a.C.?-486 a.C.), o Império estende-se para Trácia, Macedônia e parte da Índia. Sem conseguir administrar rebeliões no vasto território, Xerxes (519 a.C.-465 a.C.), que sucede Dario em 486 a.C., entra em conflito com as cidades gregas. As Guerras Médicas (492 a.C.-448 a.C.) acabam com vitória dos gregos. Em 331 a.C., os persas são submetidos ao Império Macedônico.
  Praticam a agricultura, a pecuária, o artesanato, a metalurgia e a mineração de metais e pedras preciosas. Realizam intensos intercâmbios comerciais, constroem estradas de pedra e canais para facilitar o transporte, as trocas e o correio a cavalo. Implantam uma economia monetária, adotam uma economia monetária e um sistema de pesos e medidas e instituem impostos fixos. No topo da estrutura social está a nobreza territorial, militar e burocrática e, na base, servos e escravos. Em 539 a.C., com Ciro II, passam a viver sob Monarquia absoluta. Criam uma literatura diversificada, particularmente a religiosa. Seguem os ensinamentos do profeta Zaratustra (ou Zoroastro), que realiza importante reforma religiosa no século VI a.C. A religião persa é dualista: os deuses são Ahura-Mazda, o bem, e Arimã, o mal.
  CHINESES –Desde a Pré-História, diferentes povos ocupam a China. O primeiro reino dinástico surge por volta de 2000 a.C. Durante quase 2 mil anos, sucedem-se disputas internas pelo poder. A primeira unificação ocorre em 221 a.C., com a dinastia Chin, substituída pela dinastia Han em 206 a.C. Expandem-se pela Ásia Central e Sudeste Asiático e, no século I, ampliam seu domínio até o golfo Pérsico. Desenvolvem a agricultura, a metalurgia de cobre e bronze e, a partir de 700 a.C., o comércio e a fabricação de seda, tecidos e artesanato de cerâmica. Entre os séculos I a.C. e III, introduzem novas técnicas agrícolas, como a rotação de culturas e a adubação. Inventam o papel, a bússola e sistemas monetário e de pesos e medidas.
  A sociedade evolui da forma comunal de propriedade para a posse territorial pela nobreza. Os camponeses tornam-se servos, pagando obrigações aos senhores territoriais. As dinastias são monárquicas. As funções administrativas e sacerdotais cabem ao imperador. Possuem uma escrita com ideogramas e literatura rica, na qual se destacam Kung-tsé (Confúcio), Lao-tsé e Mo-ti. São politeístas, cultuam a natureza e os antepassados. No século VI a.C., os ensinamentos de Lao-tsé transformam-se em religião, o taoísmo. O budismo é difundido a partir do século I a.C.

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